PERCEBEU?
Autor: Edson Ribeiro da Silva
(03.11.2012)
Ando ultimamente tão estressado que mais uma pergunta idiota me faz estourar
Me faz responder com rispidez pra depois me controlar e repensar no que falei
Se me perguntarem que dia é hoje? não acertarei mais responder
Mandarei fixar uma data em cada mês para a pessoa poder si situar
Que dia o mundo vai acabar? eu também não sei responder, dizer nem predizer
Só sei que o meu pai me dizia: Meu filho o mundo se acabou pra quem morreu
E eu acho que ele estava coberto de razão quando estava aqui nesse nosso rincão
O mundo se acabou para aquele que, como os que já se foram, sairam daqui desse chão
Pergunta idiota eu como merda pra responder, meu irmão!
O Einstein, inteligente e intelectual como sempre foi, comprovou
Que o tempo se encolhe quando você viaja a altas velocidades
E quanto mais você desacelera mais o tempo se dilata / sacou?
E quando a gente está desacelerando o nosso tempo está se dilatando
Apesar de estarmos nos aproximando do fim do mundo
Porque o mundo se acabou pra quem morreu / meu amigo!
E muita gente que está aqui nessa terra ainda não percebeu
domingo, 4 de novembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
MANIFESTO DO CHEFE SEATTLE
MANIFESTO DO
CHEFE SEATTLE
Em 1855, o
Presidente Ulysses Grant, dos Estados Unidos da América do Norte, propôs ao
chefe índio Seattle a compra das terras comunais de sua nação.
Esta é a
resposta do velho chefe ao Grande Chefe de Washington que remetemos à reflexão.
"Como podeis comprar ou vender o céu, a tepidez do chão? A ideia
não tem sentido para nós.
Se não possuímos o frescor do ar ou o brilho da água, como podeis
querer comprá-los?
Qualquer parte desta terra é sagrada para o meu povo. Qualquer folha
de pinheiro, qualquer praia, a
neblina dos bosques sombrios, o brilhante e zumbidor inseto, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.
neblina dos bosques sombrios, o brilhante e zumbidor inseto, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem a terra de seu nascimento, quando
vão pervagar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa,
pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós.
As flores perfumosas são nossas irmãs; os gamos, os cavalos, a majestosa águia,
todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia
vital do pônei e o homem, tudo pertence a uma só família.
Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja
comprar nossas terras, ele está pedindo muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que nos
reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente por nós mesmos. Ele será nosso pai e
nós seremos seus filhos. Se é assim, vamos considerar a sua proposta sobre a
compra de nossa terra. Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é
sagrada para nós.
A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o
sangue de nossos ancestrais. Se vos vendermos a terra, tereis de lembrar a vossos
filhos que ela é sagrada, e que qualquer reflexo espectral sobre a superfície dos lagos evoca eventos
e fases da vida de meu povo. O marulhar
das águas é a voz dos nossos ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas
canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra a vós, deveis vos lembrar e
ensinar a vossas crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também,
e deveis a partir de então dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que
dispensais a um irmão.
Nós sabemos que o homem branco não entende nosso modo de ser. Para ele
um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem
de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua
inimiga; depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura
de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A
cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe,
a terra, e a seu irmão, o céu, como coisas a serem compradas ou roubadas, como
se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. Seu apetite vai exaurir a terra, deixando
atrás de si só desertos.
Isso eu não compreendo. Nosso modo de ser é completamente diferente do
vosso. A visão de vossas cidades faz doer aos olhos do homem vermelho. Talvez
seja porque o homem vermelho é um selvagem e como tal nada possa compreender.
Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio,
paz. Um só lugar onde ouvir o farfalhar das folhas na primavera, o zunir das
asas de um inseto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.
O barulho serve apenas para insultar os ouvidos. E que vida é essa
onde o homem não pode
ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs à margem dos
charcos à noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfrolando a
superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva
do meio-dia ou aromatizada pelo perfume das pinhas.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos
respiram o mesmo ar. O homem branco
parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição,
ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis vos
lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as
coisas que dele vivem. O ar que nossos avós inspiraram ao primeiro vagido foi o
mesmo que lhes recebeu o último suspiro.
Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada,
como um lugar
onde mesmo um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas
flores dos bosques. Assim consideraremos vossa proposta de comprar nossa terra.
Se nos decidirmos a aceitá-la, farei uma condição: o homem branco terá que
tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou selvagem e não compreendo outro modo. Tenho visto milhares de
búfalos a apodrecerem nas pradarias, deixados pelo homem branco que neles atira de um trem
em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro
possa ser mais importante que o búfalo, que nós caçamos apenas para nos
mantermos vivos.
Que será do homem sem os animais? Se todos os animais desaparecessem,
o homem morreria de solidão espiritual. Porque tudo isso pode, cada vez mais,
afetar os homens. Tudo está encaminhado.
Deveis ensinar a vossos filhos que o chão onde pisam simboliza as
cinzas de nossos ancestrais. Para que eles respeitem a terra, ensinai a eles que ela é
rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai a eles o que ensinamos
aos nossos: que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, está
cuspindo sobre si mesmo.
De uma coisa temos certeza: a terra não pertence ao homem branco; o
homem branco é que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão
relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere
a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida: é
antes um de seus fios. O que quer que
faça a essa teia, faz a si próprio.
Mesmo o homem branco, a quem Deus acompanha, e com quem conversa como
amigo, não pode fugir a esse destino comum.
Talvez, apesar de tudo, sejamos todos irmãos. Nós o veremos. De uma coisa sabemos – e que talvez o homem
branco venha a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus.
Podeis pensar hoje que somente vós o possuís, como desejais possuir a
terra, mas não podeis, Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem
branco, quanto para o homem vermelho. Esta terra é querida d'Ele, e ofender a
terra é insultar o seu Criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo do
que todas as outras tribos. Contaminai a vossa cama, e vos sufocarei numa noite
no meio de vossos próprios excrementos. Mas no vosso parecer, brilhareis alto, iluminados
pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum favor especial vos
outorgou domínio sobre ela e sobre o homem vermelho.
Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será
no dia em que o último búfalo for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os
secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e
a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes. Onde está o
matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. O fim do viver e o início
do sobreviver".
sábado, 20 de outubro de 2012
A GESTANTE
A GESTANTE
Autor: Edson Ribeiro da Silva
(em
30.09.2008) (atualizado em 19/10/2012)
Tom: Bm Intro.: (Bm G Em F#7 Bm)
Bm A
Gestava um filho lindo que não era meu
G Bm Em
G Bm Em
Curtia esse filhinho / mesmo sem ter um marido seu
F#7 G
F#7 G
Vivia a ilusão de que tudo tinha sentido
F#7 Bm
F#7 Bm
Era o filho que Jesus havia prometido
Bm Em
Ser mãe solteira, como Maria, era o seu objetivo
A7 D
A7 D
Mas um dos seus desejos era seu filho não virar um
bandido
Bm Em A D
Bm Em A D
Pois assim teria todo o apoio do nosso Governo Federal
F#7 Bm
F#7 Bm
Pra dar o que comer, beber, creche, escola e
hospital
Bm G
Bolsa escola, bolsa família, auxílio creche e
coisa e tal
Em F#7 Bm
Assim é o que o povo sem cultura pensa, com toda essa crença
A Bm G
Em F#7 Bm
Assim é o que o povo sem cultura pensa, com toda essa crença
A Bm G
Segue vivendo suas vidas aos trancos e barrancos
com indiferença
Em F#7 Bm
Em F#7 Bm
Licença maternidade, que é um direito adquirido
por toda essa gente
Bm A Bm
Se o pai da criança é um estrangeiro ou um
brasileiro
G Em
G Em
Não importa, tanto faz, nacional ou forasteiro
F#7 Bm
F#7 Bm
O desejo maior é seu filho não ser confundido
G F#7 Bm
G F#7 Bm
Com um terrorista para ser morto, metralhado como
um bandido.
sábado, 13 de outubro de 2012
POR VOCÊ
POR
VOCÊ
Autores: Edson
Ribeiro da Silva / Márcia Vieira
(29.09.2012)
Por você eu faria tudo / só para ver você sorrindo
Eu comandaria uma banda de música “Santamarense”
Uma fanfarra / uma retreta / uma trupe de artistas
Eu faria o papel de um palhaço / grande artista circense
Um bobo da corte eu até poderia ser
Só para obter de você um largo sorriso
Eu poderia aprender a falar com as mãos
Ao meu alcance eu faria tudo que pudesse fazer
A fim de conservar o seu humor inusitado
A fim de ver você sorrindo / se divertindo
Não quero ver você assim tão entufada
Mas sei que por isso vou ter que penar um bocado
O PICA-PAU NA UMBAUBA
O
PICA- PAU NA UMBAUBA
Autores: Edson Ribeiro da Silva / Márcia Vieira
(29.09.2012)
Olha o pica-pau pousado na umbaúba sêca! / e eu até fotografei a cena
inusitada
Ele parece que gosta do som que a sua bicada produz no caule daquela
planta
Eu nunca tinha visto um pica-pau de verdade / só conhecia o do desenho
animado
Um dia eu ouvi um som
característico daquele pássaro que me deixou maravilhado
Que-que-re-que
/ que-que-re-que / que-que-re-que
To-go-ro-go-do / to-go-ro-go-do
/to-go-ro-go-do
Que-que-re-que /
que-que-re-que / que-que-re-que
To-go-ro-go-do / to-go-ro-go-do
/to-go-ro-go-do
Quando
botei a cara na janela do meu quarto, "meu caro!"
Eu
vi um belo pica-pau solitário bicando o tronco da umbaúba sêca
Isto
porque o seu tronco é oco e provoca um som claro
De
um instrumento musical sendo tocado por aquele pássaro
Foi
lindo ver um pica-pau ao vivo pela primeira vez
E
ele me acordou e me encheu mais ainda de amor
E
ele quase todos os dias vem visitar a umbaúba sêca
E
me proporcionar momentos de felicidade e satisfação
Que-que-re-que
/ que-que-re-que / que-que-re-que
To-go-ro-go-do / to-go-ro-go-do
/to-go-ro-go-do
Que-que-re-que /
que-que-re-que / que-que-re-que
To-go-ro-go-do / to-go-ro-go-do
/to-go-ro-go-do
OS OLHOS
OS
OLHOS
Autores: Edson
Ribeiro da Silva / Márcia Vieira
(29.09.2012)
Os olhos são
as janelas da alma / são os nossos guias
Nos nossos
momentos de satisfação eles brilham
Nos nossos
momentos de desilusões eles lacrimejam
Eles até
crescem quando os avarentos a tudo almejam
São sete as
cores fundamentais / são sete as notas musicais
A beleza das
cores dos olhos e a maravilha dos sons
Para colorir
nossas vidas e nos encher de amor
Nos livrando
dos maus olhados e do dissabor
Olhos azul-claros denotam bom caráter / estável
Olhos azul-escuros denotam grande vitalidade
Olhos cinza-claros / pessoa reservada / agradável
Olhos cinza-escuros / pessoa hábil para todas as coisas
E quando a
cabeça domina o coração
A pessoa é
muito viva / decidida / resolvida
Olhos marrom-claros vê tudo com malícia
Olhos marrom-escuros são sinceros / austeros
Olhos verdes
/ bom caráter / otimismo / realismo
Olhos negros
/ sentimentos amorosos profundos
E para
aqueles que estão tão sozinhos neste mundo
Não se
sentirem sozinhos porque tem os olhos fundos
terça-feira, 21 de agosto de 2012
HÁBITOS
HÁBITOS
Autores: Edson
Ribeiro / Edna Ribeiro
(21.08.2012)
Hábitos são ações que fogem aos padrões comuns
Hábitos todos nós temos / existem os bons e os maus
Nós criamos hábitos de forma muito pessoal
E quando sentimos que eles não nos favorecem
Devemos tratar logo de elimina-los antes que vire vício
Os bons hábitos devemos conservá-los sempre
Os maus hábitos devemos tratar de eliminá-los
Isso quando os considero nocivo a minha saúde
Se eu achar que é bom e salutar devo continuar
Mas / se está a me prejudicar devo parar de praticar
Bebidas alcoólicas em excesso é prejudicial à saúde
Mas / o médico recomenda tomarmos uma taça de vinho
É bom para o coração / pode ser tinto / branco ou rosè
Fumar é um hábito que nunca utilizei / graças a Deus
Roer unhas? Vamos parar com isso meu amiguinho!
Criticar para ser criticado / isso eu pratico mesmo / sim
Sou da linha do: falem bem ou mal mas falem de mim
A beatice é um hábito / é um atributo de Nossa Senhora
O hábito de vestir-se de uma só cor ou detestar determinada cor
Hábito / uma maneira particular de se comportar ou de viver
O hábito de viver pendurado nos cartões de crédito
O hábito de usar sempre a mesma roupa / de pressentir
O hábito de falar demais ou de calar demais / é muito ruim
O mitômano / que tem uma morbosa tendência em mentir
São coisas desagradáveis para uns ou agradável para quem o pratica
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